CRETA, GRÉCIA
MERGULHANDO NO MEDITERRÂNEO
“Mergulhar no Mediterrâneo foi como pausar o mundo — e ouvir, lá no fundo, uma versão mais calma de mim mesmo.”
26 de mar. de 2025
CHEGADA COM AR DE RENOVAÇÃO
Cheguei em Heraklion numa tarde quente de
verão. A equipe da STUGA me recebeu com
sorriso no rosto e sandálias nos pés. A vibe
já era diferente. Pegamos a van e fomos
direto pra uma guesthouse em Agia Pelagia,
de frente pro mar. Azul por todos os lados.
À noite, rolou o primeiro jantar com o grupo.
Ceviche grego, pão fresco, azeite e muita
conversa boa com gente de vários lugares.
Todo mundo ansioso pelo primeiro mergulho.
PRIMEIRA DESCIDA
Depois do café, fomos direto pro centro de
mergulho. Aula teórica, ajuste de
equipamento, respiração com regulador.
A tensão era real. Quando chegou minha vez,
eu tremia. Mas entrei. E a água me envolveu.
Aos poucos, o som sumiu. Só as bolhas
subindo. Os olhos arregalados, o coração
disparado… e depois: paz. A primeira descida
foi curta, rasa, mas profunda por dentro.
Quando voltei à superfície, respirei fundo e
sorri. Sabia que tinha começado
algo importante.
MERGULHO EM PAREDE DE PEDRA
Fomos de barco até um ponto mais afastado
da costa. A água parecia vidro. Mergulhamos
perto de uma formação rochosa submersa,
cheia de peixes coloridos e recifes vibrantes.
A cada metro, mais silêncio. Flutuar ali era
como dançar com a natureza. Nada se
mexia com pressa. Lá embaixo, tudo era
só… presença.
À noite, sentamos no terraço da pousada com
vinho branco e o som do mar. Silêncio entre as
conversas — mas ninguém queria estar em
outro lugar.
NAUFRÁGIO E EMOÇÃO
Esse dia foi especial. Fomos mergulhar num
pequeno naufrágio. A sensação de ver um
barco parado no fundo do mar é estranha e
bonita ao mesmo tempo. É história. É tempo
que passou e virou cenário.
Toquei na lateral da embarcação, senti a
textura das algas crescendo no casco.
É como se o mar tivesse feito dele parte
do seu corpo. Me emocionei. Voltei à
tona em silêncio.
DESCANSO E RUAS DE PEDRA
Tiramos o dia pra descansar. Caminhei por Rethymno, uma cidade antiga com ruelas de pedra, lojinhas cheias de cerâmica e cafés com mesinhas na calçada. Comi souvlaki e um doce com mel que não lembro o nome, mas nunca vou esquecer o gosto.
Comprei um bracelete de couro com um símbolo grego antigo. Dizem que significa "equilíbrio". Levei como lembrança — e como lembrete.
ÚLTIMO MERGULHO, MAIS PROFUNDO
Último dia de cilindro. Mergulhamos em um
ponto com cavernas submersas. Entrei em
uma pequena gruta com luz entrando por
cima. O reflexo era dourado, e os peixes
pareciam flutuar no ar.
Fiquei parado ali por um tempo. Sem pensar
em nada. Sem querer sair. Lá embaixo,
entendi que esse silêncio era tudo o
que eu tava buscando.
DICAS PESSOAIS
Leve um caderno e escreva tudo logo
após os mergulhos — as sensações
somem rápido;
Use roupa de mergulho mais fina no
verão — a água é quente, mas a
flutuação ajuda;
Vá ao menos uma vez sozinho(a) até o mar
só pra flutuar e observar a luz;
Prove o doce "galaktoboureko" em Rethymno (confia);
Não fotografe tudo. Tem coisas que só
existem pra ser vividas ali.
O QUE MERGULHAR ME ENSINOU
Mergulhar me mostrou que estar presente é
uma habilidade. Que o silêncio cura. Que o
medo passa. Que o corpo se adapta. Voltei
diferente. Mais leve. Mais calmo. Com mais
certeza de que tem muita coisa importante
que a gente só ouve quando o mundo lá
fora fica em silêncio.
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