PATARA - TURQUIA
SE PERDER É SE REENCONTRAR
“A trilha me desmontou aos poucos — e me remontou com mais verdade do que eu esperava.”
11 de fev. de 2025
CHEGADA EM SILÊNCIO
Cheguei em Dalaman à noite, e a equipe da
STUGA já me esperava. O trajeto até Patara
foi silencioso, cheio de curvas, paisagens
vazias e céu muito escuro. Fiquei na dúvida
se aquilo tudo fazia sentido. Quando
chegamos, uma guesthouse simples me
recebeu com chá quente e uma varanda de
frente pro nada. Dormi ouvindo vento.
PRIMEIRA CAMINHADA E O VAZIO INTERNO
Começamos leve: trilha de adaptação até um
mirante sobre a antiga cidade de Patara.
Ruínas, colinas e o mar lá longe. O grupo
era pequeno. A STUGA deixou a gente
livre pra andar no próprio ritmo.
No fim da subida, sentei sozinha numa pedra.
Pela primeira vez em muito tempo,
não precisava conversar, decidir,
produzir. Só estar.
TERRA E SILÊNCIO VERDADEIRO
Fizemos uma travessia de 13km, cruzando
áreas abertas, trechos de vegetação
fechada e ruínas esquecidas. O sol
era forte, mas o vento ajudava.
Lembro de subir um morro em
silêncio, com o corpo cansado,
e pensar: “por que eu tava há
tanto tempo sem me mexer assim?”
À noite, comemos em volta da fogueira.
Ninguém queria ir pro celular. As
histórias vinham soltas. Todo mundo
tava entregue.
PERDIDA DE PROPÓSITO
Nesse dia, saí sozinha. Tava precisando
processar. Peguei uma trilha secundária
recomendada por um dos guias. Me
perdi — propositalmente. Caminhei
entre pedras, cheguei num platô e
fiquei lá por quase uma hora. Sem
falar nada. Chorando sem motivo
específico.
Ali, senti que o corpo sabia o
caminho. E que, talvez, não
era pra controlar tudo o
tempo todo.
CULTURA, REPOUSO E ESCUTA
Fizemos um passeio cultural pela vila.
Conhecemos um casal que faz pão no
forno de barro e cria cabras. Depois
visitamos uma pequena mesquita e
tomamos café turco com cardamomo.
À tarde, fiz massagem com óleo de
oliva e dormi vendo o pôr do sol em
uma espreguiçadeira no terraço.
TRILHA PRA DENTRO
Última trilha da trip. Subimos uma serra com
vista pro Mediterrâneo. O trajeto era técnico,
mas a mente já tava diferente. O corpo sabia
reagir. Não tinha mais medo. Só presença.
No fim, todo mundo se abraçou no alto da
montanha. Era despedida. Mas também
era começo.
DICAS PESSOAIS
Leve bastões de trilha — salvam nos trechos longos;
Não subestime o calor — protetor solar é essencial;
O pão assado em pedra da vila é simples e divino;
Faça pelo menos uma trilha sozinha (mas com GPS ou rota segura);
Se puder, estenda mais um dia pra ficar em silêncio no fim.
O QUE PATARA ME ENSINOU
Essa não foi uma trip de selfies ou
cronograma cheio. Foi uma jornada
interna, no meu ritmo. Patara me
ensinou a não correr. A confiar
nos próprios pés. E que se
perder, às vezes, é a única
forma real de se reencontrar.
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